Análise Astrológica

Vivemos uma era em que as respostas se tornaram automáticas. A Inteligência Artificial calcula um Mapa Astral em milissegundos e descreve, com perfeição técnica, o que Saturno exige de sua relação com o trabalho, a disciplina e o tempo. Se tudo o que você busca são dados, a máquina pode lhe servir bem.

Mas a vida humana não é feita de dados. Somos feitos de pulsões, sonhos, medos antigos e um desejo inabalável de sentido. E sentido não se calcula. Sentido se interpreta. Os dados precisam se encontrar com a nossa biopsicologia, porque a máquina não sonha, não sente e, sobretudo, não compreende o símbolo, essa linguagem silenciosa que organiza o que ainda não sabemos se quer pensar sobre.

É por isso que o meu trabalho com a Astrologia se afasta do futurismo profético para mergulhar na alma, na arquitetura da consciência. Utilizo o Mapa Astral não como um roteiro fixo, mas como uma mandala dinâmica, um espelho simbólico que revela movimentos profundos do inconsciente.

Ao olhar a Roda Zodiacal, observo:

  • Os planetas como partes da psique: onde sua sombra se oculta? Onde pulsa uma libido reprimida? Como se desenha o seu processo de Individuação?
  • As potências internas que querem ser despertadas e integradas, capacidades latentes que pedem expressão e que deverão agir de forma positiva junto as forças externas que decidem por você.
  • As histórias antigas, mitológicas, que nomeiam e dão contorno aos dramas que você vive em plena era moderna.

Fernando Pessoa escreveu: “O único mistério é haver quem pense sobre mistério.”
Meu papel não é solucionar o enigma da sua vida, mas reconhecer que você é o próprio mistério que lentamente se revela. O que faço é traduzir as ferramentas simbólicas para que possa navegar o fluxo da existência com lucidez, autonomia e soberania; deixo de apaziguar o ego com previsões, mas para despertar a consciência que habita em você.

Cada CORPO carrega o seu próprio mapa e é a partir dele que tudo começa.