MAIS RESPONSABILIDADE NAS DECISÕES: Novo Mundo!

(em 22set/22 – Stupa Lima)

Hierarquia, ordenação, disciplina parecem não ser os valores de um mundo que se tornou hiper conectado 24 horas, todos os dias. A individualidade está mais do que nutrida; egos encontram-se gaseificados com pouca gente interessada em seguir ordens.

A opção enaltecida é a bendita e poderosa autoestima.

E aí temos uma profunda questão.

É sabido que toda dita “certeza de si”, o amor próprio, está ancorada sobre uma subjetividade que aparenta ser infinita em possibilidades e constitui em essência a esfera da própria autoidentidade.  

Nosso novo mundo do 5G, da Inteligência Artificial, da incrível multiplicidade de opções gerada a partir de um modelo com horizonte tão vasto, insiste em produzir em nós a mesma decisão ferozmente binária – dizer sim ou não; monta um cenário estrelado por relações sociais fragmentadas, “líquidas”.

A insegurança floresce e a ansiedade é o fruto: é preciso enfrentar a enxurrada de opiniões não alinhadas com verdades metodicamente amparadas.

Isso tem complicado a fértil elaboração do “Eu Sou” e dado um arrastão na autoestima e na suposta segurança que emanava.

Nesse sentido, a RESPONSABILIDADE torna-se a virtude a ser mais explorada, envolvida que está com a pluralidade, complexidade e com as incertezas. Já a “hierarquia”, aquilo já previsto mesmo antes da gente nascer, envolve o pensamento binário, a ação mercadológica e a estabilidade.

Esse novo mundo já instalado nos obriga elaborar outras formas de organização, estimulando nossa mais ferrenha capacidade que é a adaptabilidade pela divina – e técnica – criatividade.

Também força uma conversa íntima e pessoal, a fim de rever o hedonismo presente que se conecta com desejos pouco ou sem nenhuma responsabilidade com a coletividade.

Individualidade não pode ser confundida com individualismo, palavra esta que define a forma egoísta em permanecer ignorante sobre si mesmo a partir do alto grau de amor próprio.   

Não esqueçamos: somos os únicos seres sobre o planeta com duas esferas de realidade, a interna e a externa. Não somos coisa, bicho, dígito ou árvore. Agitação, confusão mental, ansiedade e desculpas indicam qualquer equívoco.  

Refletir sobre indivíduo e RESPONSABILIDADE invoca sentimentos e sobre eles reavaliamos nossas práticas para que não se mantenham contraditórias, retrógradas, ultrapassadas.  

Talvez espaços vazios a partir disso possam ser preenchidos com um bocado de coragem, despertando o individualismo para a individualidade saudável e amorosa.

Peace above us 

Peace around us  

Peace below us

sol, light, color

ANO NOVO ASTROLÓGICO: Equinócio de Outono 2022

 Vamos zerar no dia 20 de março com a entrada do Sol no signo de Áries. É Equinócio! Instantaneamente, o Sr. Tempo, representado pelo planeta “maléfico” Saturno, segue a nos devorar vivos pelas costas, pelos lados ou pela frente, quando encontra corajosos e imponderados que o encaram.

Há quem chame de bobagem essa coisa toda de Astrologia. A filosofia gosta da piada e a psicologia trata como um batom. Em resumo para esses grupos a Astrologia é: um delírio cultural de massa que acredita que a posição relativa do Sol, definida com base em constelações arbitrárias, influenciam na personalidade a partir da hora do nascimento.

Relatividade e subjetividade parecem ser a matéria-prima da ciência. Não muito diferente age a Astrologia, acrescido o fato de que o acúmulo de conhecimento é muito superior. Astrologia é tradição e não convenção; possui cunho empírico, sendo este seu caráter na organização.

Por volta de 5 a.C., numa mistura de influências da astrologia milenar dos babilônios, do conhecimento matemático dos egípcios e da filosofia grega, surgiu a Roda Zodiacal, um modelo padronizado de 12 Casas, correspondendo aos 12 signos.

Então, no início da Era Cristã, as civilizações antigas definiram o perfil psicológico de cada signo por meio do movimento da própria natureza, levando em conta, por exemplo, as peculiaridades das estações do ano. Desta maneira, gravaram na memória de geração em geração, a organização do céu com suas consequências, o que refletia tanto no comportamento (grupo), como nas atitudes (indivíduo); nutria-se o desenvolvimento da inteligência, mas, também, da consciência.

Lembremos das Leis de Herméticas, 2.000 a.C., lindamente a Lei da Correspondência: “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora”.

Quer dizer, o que está em cima – ser consciente – é como o que está embaixo – ser subconsciente; o que está dentro – as emoções – é como o que está fora – o mundo físico com a enxurrada de estímulos sensoriais, vibrações que dão manutenção ao subconsciente.

Muito tempo depois, a partir do filósofo Descartes, séc. XVII, signo de Áries, inaugura-se o racionalismo da Idade Moderna, surge o termo Astronomia e há o rompimento definitivo com a tradição astrológica. O racionalismo também deu início a separação entre cérebro e corpo, desintegrando o Ser.  

Desde então, a permanência da Astrologia até os tempos atuais é justificada pela ciência por conta daquele sentido de abandono, do vazio existencial que, é claro, tem razão de existir a respeito da nossa explícita fragilidade na sobrevivência. As religiões são mantidas a partir desta mesma questão tão humana e natural. A psicanálise (que também não é considerada ciência), pontua que é o narcisismo, tão evidente na pós-modernidade, a fonte de consumo do místico.

O fato é que Metafísica e Ciência que já estiveram juntas, agora encontram-se não separados, mas agindo em paralelo e, certamente com a metafísica em vantagem. Isso não seria pelo fato da ciência não estar cumprindo seu papel prometido que seria salvar a raça humana. A ciência mais resolve a questão do capital do que a saúde em si, já que necessita, pelo menos, de três adornos: política, patrocínio e academia.

A metafísica se sustenta em vantagem porque possui maturidade para melhor lidar com a nossa infantilidade junto a realidade. A Astrologia, em especial, não cobre com novas maquiagens; ao contrário, é do seu feitio a cara limpa para reintegrar o Ser. Astrologia tem efeito psicoterapêutico.

COM MAIS ESSA VOLTINHA, SEM SABER SE CHEGAREMOS AO FIM DELA, DESEJO BOA VIAGEM!!

Qual o teu signo?!!

O ANO DE 2020 ASTROLÓGICO OFERECE A GRANDE MUTAÇÃO.

Planetas: “Bem juntinhos nos tornamos muito fortes!!”.

Numa conjunção com os mesmos dois planetas lentos e sociais que mudarão de elemento, os próximos 200 anos serão de alterações radicais na vida sobre o planeta.  

Greta Thunberg, a ativista “pirralha do ano”, vem exibindo toda sua autoridade capricorniana que elabora boa dose de maturidade emocional. Astrólogos na Internet escrevem que além do Sol, Greta foi agraciada também com a Lua no mesmo signo. Greta, assim, é a própria representante do “Cristo Salvador”, símbolo associado ao signo que já nasce velho, vagaroso e perseverante num caminho bem planejado. Capricórnio não é dado aos meros prazeres mundanos. Capricórnio é contundente.

A Astrologia nos revela o motivo de tamanho engajamento e dimensão mundial que Greta alcançou ao defender brilhantemente a sobrevida humana no planeta.   

A coisa começa em 2017, quando Saturno inicia seu grande ciclo de 36 anos. Planeta regente natural de Capricórnio, Saturno inicia o ciclo no seu próprio subordinado. Com uma órbita lenta, passeia pelos signos e encontra outros planetas pelo caminho. Aproximou-se de Plutão em 2018 que também está em Capricórnio desde 2008 e fica até 2023.

Foi em 2018 que Greta saiu da sala da aula e foi para as ruas: “queremos mudanças: como se atrevem?!!”, palavras plutônicas expressas por uma dupla saturnina.

Em dezembro de agora, 2019, Saturno – e Plutão – encontrou o expansivo Júpiter. Novamente Greta, “a pirralha sueca estressada”, recebeu holofotes e foi eleita a “Personalidade do Ano” pela revista norte americana “Time”, ainda que os Estados Unidos do Trump nem acreditem em mudanças climáticas.

Os efeitos dessas “conjunções” e num mesmo signo – neste caso, Capricórnio – reverberam em toda forma de vida na Terra, incluindo ela própria que também é um organismo. Conjunções intensificam os fluxos energéticos e com a presença de Júpiter não há discriminação daquilo que deve ou não se expandir. O catalizador desse fluxo passa a ser Saturno, “Senhor do Tempo”, pai de Júpiter, por ser o regente do ciclo maior de 36 anos iniciado em 2017.

Isso significa que delimitações, integridade, responsabilidade, planejamento, mudanças, política, instituições, estruturas sociais e geográficas, além dos recursos naturais são itens que criam narrativas, consequências e contestações cada vez mais populosas. Saturno, o pai severo; Júpiter, o pai bonzinho e dito como “Governante da Terra”; Plutão, a morte daquilo que não serve mais, não estão de brincadeira e quem tenta dar manutenção será derrubado.

Mas ainda falta um planeta se unir ao trio e será ele a oferecer a faísca derradeira. Daqui a três meses, exatamente dia 20 de março de 2020, inicia o Ano Novo Astrológico com a entrada do Sol no signo de Áries. Nesta ocasião, o planeta Marte, regente de Áries, também estará em Capricórnio somando-se a conjunção já existente. Áries é a chama e seu regente, Marte, é o Deus da Guerra. Bum!!

Grande Mutação: início da Nova Era

Ainda que a arrancada do ano novo astrológico esteja sobrecarregada com fortes energias representadas por três planetas sociais e um pessoal (Marte), o mais grandioso evento ainda estar por vir.

Em 21 de dezembro de 2020, a Astrologia Mundial vai chamar de “Grande Mutação”, uma de suas técnicas mais importantes, que consiste em tratar dos dez ciclos formados entre os cincos planetas mais lentos.

O ciclo que acontece nesta data é o de “Saturno-Júpiter” que muda completamente de padrão elemental ao sair de Capricórnio, elemento terra, e entrar no signo de Aquário, elemento AR. O tempero frequencial deixa de ser a austeridade e, no seu lugar, questionamentos e argumentações para um trabalho de muita responsabilidade e realmente focado no coletivo, abrangente em todas as camadas sociais.   

A Astrologia classifica os signos por “triplicidade, correspondendo aos quatro elementos da natureza: água, terra, fogo, ar. Os elementos tratam da forma como percebermos as coisas com determinados temperamentos.

Sob o temperamento “terra”, o materialismo prevalece, assim como segurança, estrutura, praticidade, organização e autoritarismo.  Desde 1842 foram nove ciclos seguidos de conjunção “Saturno-Júpiter” em signos do elemento terra.

Mas em dezembro de 2020 inicia-se uma nova fase que dura dois séculos e apresenta nove conjunções Saturno-Júpiter no elemento Ar. Ao contrário do materialismo exacerbado e violento, poderemos desenvolver a cooperação coletiva com a consciência de fazermos parte de uma mesma raça, a humana: nem hinos, nem pátrias, somos todos do mundo.

E Greta chama a todos para uma luta que não se utiliza de armas pois não se deseja a guerra. O tempo é de inteligência e sabedoria para lidar verdadeiramente com a ignorância, a imaturidade emocional e o conservadorismo tosco e egoísta.

Estejamos atentos e fortes; com os pés quentes e a cabeça fria para refletirmos melhor com outros antes de agirmos, e agirmos de forma certeira.

A conjunção Saturno-Júpiter firmada em exatos graus no dia 21 de dezembro junto ao signo de Aquário com seu elemento Ar, faz jus a chegada da “Nova Era”. Favorece que passemos a enxergar o avanço tecnológico e as redes sociais com suas sombras nefastas, em objetos que favoreçam nossa organização, pesquisas autênticas e ações bem ensaiadas. É preciso reverter a superficialidade em algo mais profundo, virando o jogo de manipulados para manipuladores. Só o intelecto faz isso por meio do conhecimento e do amor.

O assunto é sério. O dever de casa é puxado. Se você constituiu família, mais ainda irá sentir os efeitos do novo ciclo Saturno-Júpiter no elemento Ar que exige a luta.

Boa sorte para nós!